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Vale a pena lançar o meu Saas? Perguntas para responder antes do lançamento

Sem planejamento, um SaaS não falha no mercado — ele falha antes mesmo de nascer. A falta de clareza sobre público, proposta de valor, escopo e viabilidade técnica cria retrabalho, atrasos e um produto inchado que não resolve o problema certo. Planejar não é burocracia: é reduzir risco com decisões conscientes sobre o que construir, para quem, por quê e como medir sucesso. Com um roteiro sólido, você valida hipóteses cedo, define prioridades, cria uma base técnica sustentável e evita que o lançamento vire um “beta eterno”. Esta abordagem mostra como estruturar estratégia, discovery e execução para sair do caos, ganhar velocidade e chegar ao lançamento com um produto enxuto, confiável e pronto para crescer.

Vale a pena lançar o meu Saas? Perguntas para responder antes do lançamento

Criar um produto SaaS ficou mais rápido, mas isso não significa que o processo ficou mais seguro. Muitos produtos chegam a ser desenvolvidos, testados e até lançados, mas falham antes de ganhar tração no mercado. Na maioria dos casos, o problema não está na tecnologia, e sim na falta de planejamento estruturado antes da execução.

É comum que empresas utilizem o Business Model Canvas para visualizar modelos de negócio. Ele é uma ferramenta importante, mas não funciona tão bem quando aplicada diretamente a SaaS. Produtos SaaS têm desafios próprios, como recorrência, escalabilidade, aquisição e retenção de clientes, precificação e evolução contínua. Esses fatores exigem uma lógica de construção diferente da aplicada em negócios tradicionais.

Sem uma estrutura adequada, o risco é construir uma boa solução para um problema mal definido ou para um mercado que não sustenta o produto.

Cada campo responde a uma pergunta estratégica

No contexto de SaaS, não basta preencher campos de forma isolada. Cada bloco existe para responder a uma pergunta estratégica, e essas perguntas precisam ser respondidas na ordem correta.

Foi a partir dessa necessidade que a Devvo estruturou o Discovery Model Canvas para SaaS, um modelo baseado no Canvas tradicional, mas organizado para apoiar decisões antes da execução.

A principal diferença está no ponto de partida. O preenchimento começa pelo contexto, não pela solução.

A ordem de preenchimento reflete a lógica de um SaaS viável

Ter uma boa solução não é suficiente se não existe mercado, diferenciais claros ou canais definidos. A ordem de preenchimento do Canvas segue a lógica real de construção de um SaaS sustentável.

1. Parceiros-chave

O primeiro passo é entender de quem o SaaS depende para existir. Isso inclui fornecedores essenciais, tecnologias externas, integrações, plataformas e parceiros estratégicos. Esse campo ajuda a antecipar riscos, custos e dependências desde o início.

2. Principais concorrentes

Aqui o foco é identificar quem já resolve a mesma dor no mercado. Não apenas concorrentes diretos, mas também soluções alternativas e substitutas. Essa análise evita a criação de um produto desconectado da realidade do mercado.

3. Principais diferenciais

Depois de mapear o cenário competitivo, é necessário definir o que realmente diferencia o SaaS. Diferenciais não são apenas funcionalidades. São fatores que tornam o produto mais atrativo e difícil de substituir.

Esses três primeiros campos ajudam a entender o ambiente em que o SaaS vai existir. Eles mostram de quem o produto depende, contra quem ele compete e o que o diferencia de verdade.

Conectar problema, valor e oportunidade

Somente após compreender o contexto é que o Canvas avança para o valor entregue pelo produto.

4. Proposta de valor

Este campo define qual problema o SaaS resolve e por que isso importa para o cliente. A pergunta central aqui é simples. Qual benefício alguém estaria disposto a pagar para receber.

5. Tamanho de mercado

Uma boa proposta de valor só se sustenta se houver um mercado com potencial de adoção e crescimento. Esse campo dimensiona a oportunidade e ajuda a avaliar se o esforço de construção faz sentido.

Sem essa clareza, o produto pode até funcionar tecnicamente, mas dificilmente será sustentável.

Alinhar aquisição, uso e experiência desde o início

Outro erro comum em SaaS é tratar marketing, produto e vendas como etapas separadas.

6. Canais

Aqui se define como o cliente conhece, compra e utiliza o produto. Esse campo conecta aquisição, distribuição e experiência de uso.

7. Segmentos de clientes

Define para quem o SaaS foi criado. Quem tem a dor, quem decide a compra e quem utiliza o produto. Preencher esses campos corretamente evita decisões desconectadas entre as áreas envolvidas.

Transformar estratégia em execução consciente

Somente depois de todo o contexto definido é que o Canvas chega à execução.

8. MVP

O MVP representa a versão mínima do produto necessária para validar a proposta de valor e iniciar a monetização com o menor investimento possível. Aqui, o foco não é construir tudo, mas construir o essencial.

9. Fontes de receita

Por fim, define-se como o SaaS vai gerar receita. Planos recorrentes, cobrança por uso, add-ons ou outros modelos. Quando esse campo é preenchido por último, ele se conecta diretamente ao valor percebido e ao mercado definido anteriormente.

Quando esses campos são preenchidos sem contexto, o risco é construir rapidamente algo que não se sustenta.

Mais do que completar campos, é tomar decisões melhores

Preencher corretamente o Canvas de Modelo de Negócio SaaS transforma hipóteses em direção clara. O objetivo não é apenas completar um quadro, mas tomar decisões melhores antes de executar.

É assim que se evita investir tempo e recursos no produto errado.

Sobre esse texto

TecnologiaInovação

02/02/2026

Pedro Nogueira
Pedro Nogueira

Gerente de Produto

Atualizado em

02/02/2026

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